Descubra as recomendações dos agentes de mercado
O primeiro semestre do ano foi marcado por uma ligeira retoma do mercado residencial. Mas o agravamento dos impostos e a perspectiva de subida das taxas de juro, aliado ao já difícil acesso ao crédito, trocou as voltas ao sector e trouxe alguma incerteza face ao segundo semestre, em especial no que respeita às vendas.
"Os recentes cortes no ‘rating' da dívida portuguesa têm como consequência um aumento no preço do dinheiro, bem como a sua maior escassez. Estes efeitos passam directamente para a economia e para as famílias, que assim terão mais dificuldade em contrair dívida para aquisição de habitação", explicou Miguel Bacalhau, responsável do departamento de estudos da Aguirre Newman, ao Diário Económico. "Adicionalmente, o rendimento disponível nas famílias será menor no segundo semestre, fruto do aumento do IVA e do IRS, pelo que este cenário faz prever alguma redução no número de fogos vendidos", reforçou.
O que dizem os agentes do mercado
"A Century 21 aumentou as vendas porque angariámos quota de mercado. Mas, em geral, há menos vendas. Há muitos imóveis que não são vendáveis e o crédito está mais difícil. E, no segundo semestre, vai piorar. Por isso é que, para períodos de três anos, recomendamos o arrendamento." Ricardo Sousa, Administrador da Century 21 Ibéria.
"Há muita gente a investir em imobiliário em vez de nos tradicionais depósitos a prazo. As pessoas compram as casas e depois arrendam, o que lhes dá mais retorno que na bolsa ou colocando o dinheiro no banco a render." Miguel Poisson, Director-geral da ERA Imobiliária.
É difícil ter uma leitura muito optimista do segundo semestre, numa altura em que a conjuntura económica é dominada pela incerteza e pela ditadura das agências de ‘rating'. Qualquer indicação em relação à fragilidade da nossa economia irá resfriar, ou até suspender, o interesse dos poucos investidores." Fernando Ferreira, Departamento de Investimento da Cushman & Wakefield.
"Acreditamos que no segundo semestre de 2010 os preços dos apartamentos novos se manterão estáveis, sendo de admitir alguns ajustes em baixa no mercado dos usados em algumas zonas de Lisboa e concelhos limítrofes." Miguel Bacalhau, Director do departamento de estudos da Aguirre Newman.
in Económico
|
|
|
|
| Visualizações:179 |
|