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Construção civil despediu 60 mil   Quinta 02 Julho, 2009
Sumário:

ANEOP vai procurar soluções com partidos e presidente


Conteúdo:

Desde o início da actual crise económica o sector da construção civil já perdeu "60 mil postos de trabalho". Se o País não avançar com os projectos de obras públicas, as consequências podem ser ainda mais "graves, e poderemos assistir à falência de algumas empresas". Há mais trinta mil em risco.

O aviso foi deixado por Manuel Agria, vice-presidente da Associação Nacional de Empreiteiros de Obras Públicas (ANEOP), que afirma que "as empresas desviaram muito dinheiro para dar corpo aos projectos que se estão a adiar", o que está a causar "inúmeras dificuldades".

A mesma ideia é partilhada por Filipe Soares Franco, presidente da ANEOP, que teceu duras críticas a quem "intoxicou" a opinião pública em relação às obras . Na opinião do ex-presidente do Sporting, "a população foi intoxicada por várias formas e em vários locais, de forma sistematizada e consequente, durante mais de um ano, sobre estes grandes investimentos". Soares Franco mostra-se indignado por não se conhecer "o caminho e as consequências para o País e para a economia portuguesa se os investimentos públicos não forem feitos". O líder da ANEOP afirma que se forem travadas as obras públicas "o desemprego vai aumentar substancialmente e os impostos e as contribuições para a Segurança Social vão descer".

A Associação Nacional de Empreiteiros vai pedir audiências com os partidos com assento parlamentar e com o Presidente da República para expor a sua opinião sobre o investimento público.

MAIS TRINTA MIL ESTÃO EM RISCO

"Cerca de trinta mil trabalhadores do sector da construção civil e obras públicas poderão deixar de ter trabalho a curto prazo" se as grandes obras públicas não avançarem antes do final do ano, alertou ontem o sindicato dos trabalhadores do Norte.

"Esta situação só será evitada se as grandes obras avançarem", afirma o Sindicato dos Trabalhadores da Construção, Madeiras, Mármores, Pedreiras, Cerâmica e Materiais de Construção do Norte em comunicado.

Se tal não acontecer, o Sindicato diz que responsabilizará todos os que "de forma irresponsável e inconsistente defendem o não-lançamento de grandes e importantes infra-estruturas que muito contribuirão para o crescimento e desenvolvimento do nosso país".

O Governo já anunciou o adiamento do TGV e do concurso para o novo aeroporto.

in Correio da Manhã




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