Angola poderá ser uma alternativa de investimento às casas internacionais
O mercado de investimento imobiliário angolano está numa fase embrionária, mas poderá ser uma alternativa de investimento às casas internacionais, caso o caminho a percorrer seja o correcto, afirma a consultora Abacus Savills no seu primeiro relatório sobre o mercado imobiliário de Angola.
A falta de segmentação e maturidade do mercado de investimento de Angola, leva a yields iniciais da ordem dos 18% a 22% para os escritórios, e 16% a 20% para o residencial. O estudo "Angola 2010" é da consultora Abacus Savills que, desde este mês, passou a ter representação em Luanda, liderada pelo director geral da empresa, Paulo Trindade, e onde vai arrancar com a comercialização de um projecto da Lena Imobiliária.
No seu primeiro relatório, a Abacus Savills estima que, com a estabilização do mercado de investimento, "o segmento possa, em alguns anos, vir a atrair investidores internacionais, caso este venha a oferecer uma lei adequada ao funcionamento de mercado, produtos prime, com inquilinos de referência, de sectores determinantes para a economia local e internacional". Essa estabilização pode ainda trazer yields acima da média dos mercados existentes, compensando o risco de investimento.
O sector imobiliário do país está, maioritariamente, concentrado na cidade de Luanda, está em fase ascendente de crescimento, mas é um mercado com pouca maturidade. Entre as características deste mercado, destacam-se o facto de a procura ser muito superior à oferta, provocando margens de rentabilidade significativas; a maioria da terra é propriedade do Estado; predomina o direito de superfície; o segmento da recuperação/reconstrução urbana começa a ser potenciado; existem processos burocráticos complexos; está a iniciar-se a diferenciação dos vários segmentos; e os custos de materiais de construção são excessivamente elevados.
in OJE
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